CONVIDADOS

Alex Cox

Antes de fazer o seu primeiro filme, Alex COX (1954, Reino Unido) dirigiu várias peças e escreveu dois argumentos. Em 1977, formou-se em Rádio, Cinema e TV pela Universidade de Bristol. Após a sua graduação, ganhou uma bolsa de estudos que lhe permitiu estudar na Escola de Teatro, Cinema e Televisão da UCLA, Los Angeles. Cox continuou a escrever vários argumentos e convenceu a Universal Studios a financiar Repo Man (1984). Após um lançamento inicial de curta-duração nos cinemas, o filme foi relançado pouco depois, principalmente por causa do sucesso da banda-sonora do filme, com muitas bandas punk populares de LA. Com essa segunda vida, o filme tornou-se um sucesso comercial e ganhou amplo reconhecimento. Foi premiado como Melhor Argumento pela Sociedade de Críticos de Cinema de Boston. O fascínio de Cox pela música punk também se manifestou no seu próximo filme, Sid and Nancy (1986), que foi muito elogiado e recebeu vários prémios. Após um fracasso comercial, Cox voltou-se para a produção de filmes independentes com orçamentos pequenos, o que lhe permitiu maior liberdade criativa. A sua atitude anárquica e estética punk resultaram num grande número de seguidores de culto para vários dos seus filmes. Amante do Western Spaghetti, escreveu ainda um livro de tributo a esse género: 10,000 Ways to Die.

Andrea Girolami

Filho do realizador de culto Enzo G. Castellari, foi assistente de realização em diversos filmes do seu pai, tais como Striker (1988) ou a série de televisão com Bud Spencer Detective Extralarge (1991-1993). Foi ainda assistente de realização do multi oscarizado O Paciente Inglês (The English Patient, 1996). Realizou ainda uma curta-metragem e uma série.

Bruno Caetano

Bruno Isaac Grade Caetano nasceu em Portimão, Portugal, em 1979. Animador e construtor autodidata, formou-se posteriormente no Centro de Investigação e Estudos Multimédia (CIEAM) da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, com especialização em Stop Motion. Apesar de ter uma forte preferência por esta técnica, o seu percurso profissional levou-o a participar em diversos projetos de variadas técnicas de animação, bem como em outras áreas de interesse artístico. Trabalhou como animador, produtor e realizador em produções de diversas produtoras e é membro fundador da COLA Animation, uma cooperativa internacional de artistas em constante crescimento, focada na produção, ensino e divulgação da animação. Nas horas vagas, também publica bandas desenhadas e produz festivais de animação e banda desenhada para manter o seu lado adolescente feliz.

Cristina Fernandes

«Nasci no Porto em 1966 e sou investigadora (privada) de cinema. Escrevo sobre filmes e livros em sítios discretos desde 2004 (actualmente em https://bicho-ruim-blog.blogspot.com). Traduzo (às vezes sem autorização, mas sempre com grandes benefícios) textos curtos de autores notáveis. Ainda não desisti de um dia aparecer num filme de Jacques Rivette.

Provas incriminatórias: C de C, Flop, abril de 2022. Alguns artigos esparsos sobre cinema ou folhas de sala por aqui e por ali.

Traduções editadas: Lágrimas e Santos, de Emil Cioran, Edições 70, novembro de 2022. Uma família em Bruxelas, de Chantal Akerman, BCF, maio de 2023. Caderno de Talamanca, de Emil Cioran, Contracapa, abril de 2025; O Camião, de Marguerite Duras, BCF, maio de 2025. Simetrias – A Arte de John Ford, de Paulino Viota (Contracapa);

Para breve: Cadernos 1957-1972, de Emil Cioran e Exercícios de Admiração, de Emil Cioran.»

Daniel Ferreira

Leitor, esboço de editor, por vezes tradutor, paulatino aprendiz de artes gráficas, começou com a editora contracapa, em 2019, e é hoje livreiro na Térmita, no Porto.

Enrique Bolado

Licenciado em Direito pela Universidade de Valladolid. Chefe do Departamento de Habitação do Governo de Cantábria. Professor de Direito Constitucional na Universidade de Cantábria entre 1988 e 1998. Director do Cineclube Caminos em Santander entre 1978 e 1980. Programador do Cinema Kostka entre 1976 e 1984. Fundador da Filmoteca de Cantábria em 1984 e director até 2019. Programador de cinema na Universidade Internacional Menéndez Pelayo entre 1981 e 1990. Coordenador de nove cursos na Universidade Internacional Menéndez Pelayo (Manuel Gutiérrez Aragón, Géneros Cinematográficos, Cultura Ibero-Americana, Severiano Ballesteros, Museus no século XXI, etc.). Programador da Fundação Botín desde a década de 1990. Curador de mostras de cinema espanhol em Belgrado, Havana, Kinshasa e Istambul. Membro do júri em três edições do Festival de Cinema de Alicante, por seis vezes na Mostra de Cinema e Criatividade do Centro Botín e no Prémio OCIC do Festival de Cinema de San Sebastián de 1983. Consultor das distribuidoras Cooper e Classic Films, especializadas em cinema clássico. Gestor de programação do Festival de Cinema de Santander. Colaborador da produtora Morena Films, que já produziu mais de 100 filmes. Actualmente, lecciona História do Cinema na Universidade Europeia de Madrid, a maior universidade privada de Espanha. Presidente da Associação Cultural Arcádia. Fundador e director do Festival de Jazz de Santander.

Foto de Inês Lechleitner

Javier Arnal

Nasceu em Valladolid, em 1964. Músico e comediante. Iniciou a sua carreira musical em 1991 com Corcobado y los Chatarreros de Sangre y Cielo, gravando Tormenta de Tormento, Ritmo de Sangre e Arcoíris de Lágrimas. Na década de 1990, colaborou também com Cristina Rosenvinge e Jorge Drexler. Em 2006, gravou Editor de Sueños com Corcobado e conheceu Vera Acacio, com quem viria a colaborar nos anos seguintes, gravando Canciones Defectuosas (2014), Tus Besos (2018), El Impostor (2019), The Liars (2021) e a banda sonora original do Almería Western Film Festival (2023). Compôs ainda, juntamente com Vera Acacio, a banda sonora do filme Lejos del Mar, de Imanol Uribe. Actualmente, também com Vera Acacio, está a trabalhar na banda sonora da nova curta-metragem de Alex Cox, cujas filmagens arrancam em setembro. Actuou também no último filme de Alex Cox, Dead Souls. Durante 16 anos, ele e Vera Acacio foram responsáveis pelos concertos no Yellow Rose Saloon, em MiniHollywood, uma cidade construída por Sergio Leone para a produção dos seus magníficos westerns italianos.

Foto de Inês Lechleitner

João Dias

Após a sua formação em fotografia e cinema, abandonou uma licenciatura em filosofia para se dedicar à realização. Dirigiu várias curtas-metragens e documentários (As Operações Saal – Melhor Documentário no DocLisboa 2009, O Verão – Melhor Fotografia no IndieLisboa 2012). Entre 2010 e 2019 foi professor de imagem, montagem e realização cinematográfica no ARCO, em Lisboa. Foi assistente de realização, montador ou director de fotografia em inúmeros projetos do realizador Edgar Pêra, com destaque para a longa-metragem de ficção 8.8 e os documentários És a nossa Fé e O Homem Teatro. Realizou vídeos para projetos performativos de autores tão diversos como Clara Andermatt, João Garcia Miguel, Ana Borralho e João Galante, Vítor Rua ou Carlos Zíngaro. Da sua actividade mais recente, destacam-se as colaborações com o realizador Pedro Costa, com quem montou as longas-metragens Cavalo Dinheiro e Vitalina Varela, que lhe valeram nomeações para melhor montagem pela Academia Portuguesa de Cinema e Festival de Cinema de Guadalajara, respectivamente, e as curtas-metragens O Nosso Homem e Sweet Exorcist, para além da participação em projectos que o realizador apresentou em museus um pouco por todo o mundo. Mantém uma actividade regular como fotógrafo, tendo participado na exposição colectiva Arte e Território, ao lado de fotógrafos como Pauliana Pimentel e Valter Vinagre. Desde 2021 que vive e trabalha na aldeia de Atalaia do Campo, no Fundão. Em 2023, realizou Senhora da Serra, a primeira longa-metragem filmada na Serra da Gardunha, e mais recentemente Verbo Demoníaco, a partir da obra de Teixeira de Pascoaes e Raul Brandão.

João Guerra

Fez a Escola de Cinema do Conservatório na especialidade de imagem e, mais tarde, de realização. Com uma vasta carreira como assistente e operador de câmara para cinema e iluminador no teatro, tem na sua única e subestimada longa-metragem, Longe Daqui, o seu pináculo, num filme que urge redescobrir.

João Palhares

João Palhares (nascido em 1990) é argumentista, programador de cinema e tradutor. Editou os dois únicos números da revista de cinema Cinergia (2012), colaborando ainda com revistas estrangeiras, como a italiana La Furia Umana ou a Foco – Revista de Cinema, do Brasil. Em 2015, foi co-fundador do Lucky Star – Cineclube de Braga e da ACINAC – Associação Cinema em Acção. Tem textos publicados nas colectâneas editadas em livro da revista Foco (2017) e de todas as folhas de sala escritas para o Lucky Star entre 2016 e 2017 (Uma Viagem pelo Cinema Americano, 2018). Foi co-argumentista, com José Oliveira, da longa-metragem Os Conselhos da Noite. Escreveu os sete episódios do podcast de ficção Desligados.

José Oliveira

Nascido em Braga, em 1982, concluiu os seus estudos de cinema em 2010 na Escola Superior Artística do Porto. Desde então realizou algumas curtas-metragens, tais como Pai Natal (2010) ou Longe (2016), esta estreada no Festival Internacional de Locarno. Co-realizou Sem Abrigo (2012) e O Atirador (2013). Em 2019 realizou Os Conselhos da Noite (com Tiago Aldeia e Adolfo Luxúria Canibal), em 2020 co-realizou Guerra (com José Lopes, Luís Miguel Cintra e Diogo Dória), em 2021 Paz e recentemente Génesis. Em 2016 fundou o LUCKY STAR – Cineclube de Braga e a ACINAC – Associação Cinema em Acção, que pretende trabalhar e levar o Cinema às crianças e jovens, bem como mostrá-lo em salas, respeitando a sua longa história. É ainda formador, tendo colaborado com Os Filhos de Lumière – Associação Cultural e outras instituições no ensino profissional, leccionando neste momento as cadeiras de História do Cinema e de Realização, na Cascais School of Arts & Design. É ainda programador do Cineclube Gardunha e dos Encontros de Cinema do Fundão. Escreve sobre cinema em diversas publicações nacionais e internacionais, tendo lançado o livro Uma Viagem pelo Cinema Americano, assinado a meias com João Palhares.

Foto de Giovanni Comodo

Manuel Mozos

Manuel Mozos nasceu em Lisboa em 1959. Terminou o curso de Cinema em 1984, no Antigo Conservatório Nacional (actual Escola Superior de Teatro e Cinema). Trabalhou como montador, argumentista e assistente de realização de vários realizadores portugueses. Colabora assiduamente com publicações, escolas, institutos, universidades, associações culturais, cineclubes e festivais. Desde 2002 trabalha no ANIM na área de identificação, preservação e restauro de cópias em película. Como realizador, o seu primeiro filme foi Um passo, outro passo e depois, vencedor do prémio de Melhor Filme Estrangeiro, em Entrevues, Festival Internacional de Cinema de Belfort, em 1990. Desde então, realizou mais de vinte filmes, entre ficção e documentário, curtas e longas-metragens, entre os quais se destacam as longas-metragens Quando Troveja, Xavier e 4 Copas, bem como os documentários Lisboa no Cinema, Cinema Português — Diálogos com João Bénard da Costa, Ruínas, João Bénard da CostaOutros amarão as coisas que eu amei, Sophia, na Primeira Pessoa, etc.

Margaux Dauby

Margaux Dauby é uma artista audiovisual. Recorre a métodos documentais para compor poemas fílmicos que exploram as noções de distância, língua e pertença. Realizou várias curtas-metragens apresentadas em festivais internacionais, entre os quais o Light Field (São Francisco), Visions du Réel, a Viennale, EXiS (Coreia do Sul), Doclisboa, Open City Documentary Festival (Londres), L’Âge d’Or (Bruxelas), DOK Leipzig e o International Film Festival Rotterdam, entre outros. Margaux é licenciada em Artes Audiovisuais e em Ciência Política. Para além da sua prática artística, trabalha em diferentes áreas, incluindo produção cinematográfica, tradução e informática. Actualmente vive e trabalha entre Bruxelas e Lisboa.

Mata-Ratos

Desde 1982 que os infames MATA-RATOS andam a fazer estragos irremediáveis na cena musical “alternativa” portuguesa. Contam com 44 anos de punk rock suado e sujo. Sem corantes e conservantes, sem preocupações politicamente correctas ou panos quentes, a banda deu ao novo cancioneiro popular português pérolas inesquecíveis, do calibre de “A Minha Sogra é Um Boi”, “Eu Tenho um Pobre”, “CCM”, “Napalm na Rua Sésamo”, “No meu sonho era o Figo”, “Deus, Pátria e Família”, “Outra Rodada” e “Tsunami de Cerveja”. A banda fez três tours europeias: em 1995, com a banda brasileira Garotos Podres; em 2002, com os norte-americanos Suspects DC; e, em 2003, com os norte-americanos D.U.I., tocando em Espanha, França, Bélgica e Alemanha.  Tem diversos álbuns e singles lançados em Portugal e outros países e participação em compilações internacionais lançadas em países como o Brasil (Oi! Um Grito de União, volume 1), França, Alemanha, Estados Unidos, República Checa, entre outros. Os MATA-RATOS são: Miguel Newton na voz, Tiago Dias na guitarra ritmo, Pedro Cartaxo na guitarra solo, Francisco Esteves no Baixo e Luís Fidalgo na bateria.

Miguel Newton

Miguel Newton nasceu em 1966, em Lisboa. Passou a juventude em Oeiras, onde integrou desde 1984 a banda punk Mata-Ratos como vocalista, da qual ainda hoje é integrante activo. É também vocalista nas bandas Maloio e Patrulha do Purgatório. Vive na Fatela, Fundão, onde faz parte do Grupo de Bombos Os Fatelas. Organiza a Fatela Sónica, verdadeiro ajuntamento de almas intrépidas, desalinhadas e combativas. É licenciado em Filosofia e pós-graduado em Etnomusicologia, na vertente de estudos de Música Popular, e em Gestão e Empreendedorismo Cultural e Criativo. É co-realizador de dois documentários sobre a história do movimento punk em Portugal.

Foto de JAB

Nailia Baldé

Nailia Baldé nasceu na URSS em 1970. Licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa (Língua Estrangeira) em 2007, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 2011, na mesma instituição, obteve o grau de mestre em Linguística. Desde 2012, ano em que iniciou o Doutoramento em Linguística, com uma bolsa da FCT entre 2012-2016, dedica-se à docência. Lecciona, na FLUL, as unidades curriculares de Língua e Cultura Russas de níveis avançados e do módulo de Sintaxe da Introdução à Linguística Eslava. É autora do complexo didáctico de ensino de russo como língua estrangeira “Dialog” (em coautoria com Ana Carina Prokopyshyn e Jayanti Dutta), com os manuais “Dialog A1” e “Dialog A2” publicados na Grácio Editor. Para além da docência, dedica-se à tradução técnica e literária. É tradutora de Contos Escolhidos e de Contos de Odessa de Isaac Babel, e de Almas Mortas de Nikolai Gógol (em colaboração com Júlia Ferreira na revisão do texto português) editado na Relógio d’Água. Criou e organizou o Concurso de tradução literária “Иными словами” (“Por outras palavras”). Colabora também com os coros do Teatro Nacional de São Carlos e da Fundação Calouste Gulbenkian como coach de língua russa.

Nelson Fernandes

Nelson Fernandes (também conhecido por Zina) nasceu em Marvão em 1979 e reside há muitos anos no Fundão. Desde 2000 que tem desenvolvido o seu trabalho em múltiplas áreas, desde vídeo e cinema de animação, até fotografia, pintura, gravura, ilustração. A partir de 2002, passou a colaborar com a equipa do festival internacional de cinema jovem IMAGO, no Fundão, como assistente de produção, programador e seleccionador de filmes a concurso. Tem colaborado como co-realizador em workshops de cinema de animação com crianças e jovens em escolas de todo o país. Após oito anos de intensa atividade, decidiu ampliar os seus conhecimentos em Barcelona, no Curso Integral de Técnicas de Animação (2D, 3D, Stop-Motion) e no Master em Stop-Motion, no qual realizou o filme El Castigo. A partir daí, realizou as multipremiadas curtas de animação Paths of Light (2013), Nós (2021), Motus (2023), esta selecionada para o importante Festival de Cinema de Animação de Annecy, e recentemente Lumen. O seu filme Nós é uma das obras mais premiadas de sempre do cinema português.

Foto de Joana Linda

Pablo García Canga

Nasceu em Madrid em 1981. É licenciado em Realização Cinematográfica pela La Fémis, em Paris. Realizou diversas curtas-metragens, entre outras, Pissing Territories (2012), De l’amitié (2018), La Nuit d’avant (2019), Por la Pista Vacía (2022) e Tu Trembleras pour Moi (2023), e a longa-metragem Las Tierras del Cielo (2023). Foi argumentista de cineastas como Ángel Santos, Santos Díaz, Gonzalo García Pelayo, Luis E. Parés e Miguel Ángel Pérez Blanco. Fez parte do comité de selecção do Festival Punto de Vista e também programou no Círculo de Bellas Artes, em Madrid. Escreveu em revistas como Lumière, Foco, Détour, Sofilm España, e traduziu os livros Amistad, el último toque Lubitsch (Samson Raphaelson) e El Greco, cineasta (Sergei Eisenstein). Publicou um livro dedicado a Yasujirō Ozu, Ozu, Multitudes (Athenaica, 2020), e participou em diversos livros colectivos. Também deu aulas de cinema na Escola SUR, entre outras coisas.

Foto de MARIO LLORCA

Paulino Viota

Paulino Viota (Santander, 1948) é cineasta, professor, crítico e ensaísta. A sua principal longa-metragem, Contactos (1970), foi restaurada em 2010 pela Filmoteca Espanhola e pelo Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia e foi exibida, juntamente com os restantes filmes, em vários festivais de cinema. Em 2014, a sua filmografia completa foi lançada em DVD com a chancela da Intermedio. Como professor, tem dado aulas, palestras e conferências por toda a Espanha, granjeando um enorme prestígio e influência. Publicou numerosos artigos, resenhas, ensaios. A sua obra (filmada, escrita e falada) tem sido objecto de estudo em revistas especializadas e no livro Paulino Viota: El orden del laberinto. É ainda autor dos livros El Genio de Eisenstein, Jean-Luc Godard: 60 años insumiso, Simetrías: Los 5 actos en las películas de John Ford (na tradução portuguesa Simetrias: A Arte de John Ford), La Herencia del Cine e La Familia del Cine.

Raul Domingues

Raul Domingues (1991, Leiria) formou-se em Som e Imagem na Escola Superior de Artes e Design em Caldas da Rainha. Em 2012, teve o seu primeiro contacto com o cinema, tendo sido estagiário de montagem no filme A Vida Invisível, de Vítor Gonçalves. Em 2013, o filme Alice e Darlene teve estreia na secção de novíssimos no IndieLisboa e participou como bolseiro no Doc’s Kingdom – Seminário Internacional sobre Cinema Documental, que aconteceu nos Açores, onde fez o filme Há Árvores. Em 2014, realizou o Flor Azul, filme final de curso que teve estreia na competição portuguesa de longas metragens do DocLisboa, tendo sido mostrado em países como a Indonésia, Macau e Espanha. Desde então tem vindo a trabalhar como operador de câmara, montador e assistente de montagem em longas e curtas-metragens, entre ficção e documentário. O seu filme Terra que Marca teve estreia mundial na secção Fórum do Festival Internacional de Cinema de Berlim e noutros festivais: Playdoc, Viennale, IDFA, DocLisboa e outros. O filme também teve estreia nos cinemas em Portugal. Cineasta experimental, o seu trabalho insiste na relação entre o homem e a natureza. Através de uma abordagem documental, o seu método consiste em recolher material de som e imagem, e de acordo com a sua natureza, criar uma experiência cinematográfica íntima e meditativa.

Rodrigo Cruz


Nasceu na Beira Baixa em 1999. Estudou Direito e Filosofia e actualmente estuda no Programa em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A partir da sua tese de mestrado publicou o livro Vicente Sanches — um Género Sui Generis (Alma Azul, 2025). Foi editor e redactor da revista universitária Quadrante, escreveu na secção cultural da revista Visão e colaborou na equipa de comunicação da Direção-Geral das Artes. Publicou recensões e artigos nas revistas Forma de Vida, Colóquio/Letras e Brotéria, e colaborou com os Encontros de Cinema do Fundão e com o Cineclube Gardunha. Escreve no blogue Adjectivável, que partilha com amigos. Produziu e realizou as curtas-metragens O Céu em Volta (2024) e A fé vem pelo ouvir (2025).

Vasco Teles de Menezes

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Vasco Guimarães da Costa Teles de Menezes exerce a profissão de tradutor desde 2003. Verteu para Português dezenas de obras literárias de que se destacam O artista da morte, O assassino inglês, Regras de Moscovo, O desertor, A marcha, O caso Rembrandt, O espião improvável, O retrato de uma espia, A rapariga inglesa e O assalto, títulos do autor luso-americano, Daniel Silva, disponíveis na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Além de romances de vários outros escritores, Vasco Teles de Menezes traduziu ensaios, livros de viagens e a biografia de Trotsky, bem como obras de carácter técnico. A par da atividade de tradutor, Vasco Teles de Menezes foi crítico de cinema no suplemento Y do jornal Público, responsável pela série Y e posteriores colecções do mesmo periódico, de 2002 a 2004, e é actualmente colaborador externo para a área da cultura. Foi proprietário e gerente da Cinettà – loja online de cinema e cultura pop – e participa frequentemente em festivais e ciclos de cinema. Nascido a 25 de Abril de 1978, Vasco Teles de Menezes é filho de Salvato Telles de Menezes, tradutor, ensaísta e antigo professor de literatura norte-americana na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e de Maria Dulce Guimarães da Costa, também tradutora. Já trabalhou com ambos nas versões portuguesas de Piada infinita, de David Foster Wallace (ao lado do pai), e de O alvo de David Baldacci (em parceria com a mãe).

Vera Acacio

Nasceu em Barcelona, em 1976. Em 2006, gravou Editor de Sueños com Corcobado. Com Javier Arnal, gravou Canciones Defectuosas (2014), Tus Besos (2018), El Impostor (2019), The Liars (2021) e a banda sonora original do Almería Western Film Festival (2023). Compôs ainda, juntamente com Javier Arnal, a banda sonora do filme Lejos del Mar, de Imanol Uribe. Actualmente, também com Javier Arnal, está a trabalhar na composição da banda sonora para a nova curta-metragem de Alex Cox, Cães do Destino.